sexta-feira, 21 de abril de 2017

O alerta de Erasto.



O alerta de Erasto.

Os falsos profetas não existem apenas entre os encarnados. Encontram-se também, em número muito grande, entre os Espíritos orgulhosos que sob as falsas aparências de amor e caridade semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da humanidade, ao lançarem entre as criaturas seus sistemas absurdos, que fazem os médiuns aceitar. Para melhor fascinar os que eles querem enganar, para dar mais peso às suas teorias, eles se enfeitam sem escrúpulos de nomes que os homens pronunciam com respeito, como os de santos justamente venerados, os nomes de Jesus, de Maria e do próprio Deus.

São eles os que semeiam os fermentos da discórdia entre os grupos, que os impelem a isolar-se uns dos outros e a se olharem enciumados. Bastaria isso para os desmascarar, pois agindo assim eles mesmos dão o mais formal desmentido ao que dizem ser. Cegos, portanto, são os homens que se deixam apanhar em armadilha tão grosseira.

Mas há muitos outros meios de os reconhecer. Os Espíritos da ordem a que eles dizem pertencer devem ser não só muito bons, mas também eminentemente lógicos e racionais. Pois bem, passai os seus sistemas pela peneira da razão e do bom senso e vereis o que deles restará. Concordai, pois, comigo, que toda vez que um Espírito indica, como remédio para os males da humanidade, ou como meio de se atingir a sua transformação, medidas utópicas e impraticáveis, pueris e ridículas, quando formula sistemas contraditórios com as mais vulgares noções da Ciência, não pode ser mais do que um Espírito ignorante e mentiroso.

É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todas as informações e comunicações dos Espíritos, será fácil repelir o absurdo e o erro.

Erasto
O Livro dos Médiuns Capítulo XXXI
Sobre as Sociedades Espíritas (continuação)


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