O ESPIRITISMO E A MAGIA vejam as
observações de Kardec sobre essas questões.
OS PRINCÍPIOS DO ESPIRITISMO NÃO
TÊM NENHUMA RELAÇÃO COM A MAGIA. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens,
nada de meios para constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas,
nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de
milagres ou prodígios, de adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada
do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia. O Espiritismo não
somente desaprova todas essas coisas, como demonstra o absurdo da sua prática e
a sua ineficácia. NÃO HÁ, POIS, NENHUMA ANALOGIA ENTRE O FIM E OS MEIOS DA
MAGIA E OS DO ESPIRITISMO. QUERER ASSIMILÁ-LOS SÓ PODE SER OBRA DE IGNORÂNCIA
OU DE MÁ-FÉ. E como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando
formulados em termos claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a
respeito poderia prevalecer.
Quem viu práticas de magia nas
evocações espíritas? Houve um tempo em que se podia crer na sua eficácia, MAS
HOJE ELAS SE TORNARAM RIDÍCULAS. NINGUÉM MAIS CRÊ NESSAS COISAS E O ESPIRITISMO
AS CONDENA. Na época em que a magia florescia tinha-se apenas uma idéia muito
imperfeita sobre a natureza dos Espíritos, que se consideravam como seres
dotados de poder sobre-humano. Eram evocados para obter-se, mesmo que ao preço
da própria alma, os favores da sorte e da fortuna, a descoberta de tesouros, a
revelação do futuro ou os filtros. A magia, com a ajuda de seus símbolos,
fórmulas e práticas cabalísticas, era considerada capaz de revelar pretensos
segredos para realizar prodígios, constranger os Espíritos a se submeterem às
ordens dos homens e satisfazerem os seus desejos.
Nenhum objeto, medalha ou talismã
tem a propriedade de atrair ou de repelir os Espíritos. As coisas materiais não
tem nenhum poder sobre eles. Jamais um bom Espírito aconselha essas práticas
absurdas. A virtude dos talismãs nunca existiu, a não ser na imaginação das
pessoas crédulas. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
NÃO HÁ NENHUMA FÓRMULA
SACRAMENTAL PARA A EVOCAÇÃO DOS ESPÍRITOS. Quem pretendesse oferecer uma
poderia ser justamente chamado de charlatão, porque para os Espíritos a forma
nada é. Entretanto, a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus. (O Livro
dos Médiuns, cap. XVII.)
OS ESPÍRITOS QUE MARCAM ENCONTROS
EM LUGARES LÚGUBRES E A ALTAS HORAS QUEREM DIVERTIR-SE À CUSTA DOS QUE LHES DÃO
OUVIDO. É sempre inútil e freqüentemente perigoso atender a essas sugestões.
Inútil porque nada se ganha em ser mistificado, e perigoso, não pelo mal que os
Espíritos possam fazer, mas pela influência que isso pode ter sobre as pessoas
de cérebro fraco (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
Os Espíritos não podem levar
ninguém à descoberta de tesouros. Os Espíritos superiores não se preocupam com
essas coisas, mas os Espíritos brincalhões freqüentemente indicam tesouros
inexistentes ou podem mostrá-los numa direção, quando se encontram na direção
oposta. Isso, por sinal, tem a sua utilidade para mostrar que a verdadeira
fortuna está no trabalho. Se a providência destina riquezas ocultas a alguém,
este a encontrará naturalmente e não por meio dos Espíritos. (O Livro dos
Médiuns, cap. XXVI.)
O Céu e o Inferno Capítulo X
Intervenção dos Demônios nas
Manifestações Modernas
Allan Kardec
Wilson Moreno
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