O único critério para
discernirmos o valor dos Espíritos é o bom-senso. Qualquer fórmula, dada a
esse fim pelos próprios Espíritos, é absurda e não pode emanar de Espíritos
superiores;
Como os homens, os Espíritos são julgados pela sua linguagem. Toda expressão, todo pensamento, toda máxima, toda teoria moral ou científica que choque o bom-senso ou não corresponda à idéia que fazemos de um Espírito puro e elevado, procede de um Espírito mais ou menos inferior;
Os Espíritos superiores têm sempre a mesma linguagem com a mesma pessoa e jamais se contradizem;
Os Espíritos superiores são sempre bons e benevolentes; em seu palavreado jamais encontramos acrimônia, arrogância, aspereza, orgulho, fanfarronice ou alguma tola presunção. Falam com simplicidade, aconselham e se retiram quando não são ouvidos.
NÃO DEVEMOS JULGAR OS ESPÍRITOS PELA FORMA MATERIAL, NEM PELA CORREÇÃO DA LINGUAGEM, MAS SONDAR-LHES O ÍNTIMO, PERSCRUTAR SUAS PALAVRAS, PESÁ-LAS FRIAMENTE, MADURAMENTE E SEM PREVENÇÃO. QUALQUER DISTANCIAMENTO DO BOM-SENSO, DA RAZÃO E DA SABEDORIA NÃO PODE DEIXAR DÚVIDAS SOBRE SUA ORIGEM, SEJA QUAL FOR O NOME SOB O QUAL SE DISFARCE O ESPÍRITO;
Os Espíritos inferiores temem os que lhes analisam as palavras, os que lhes desmascaram as torpezas e não se deixam envolver em seus sofismas; às vezes ensaiam levantar a cabeça, mas terminam sempre abandonando a presa quando se sentem mais fracos;
Allan Kardec
Revista Espírita ANO 1
- OUTUBRO 1858 - Nº. 10 de Kardec
Wilson Moreno
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