Caríssimos, não acrediteis em
todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos
os falsos profetas que se levantaram no mundo. (João, Epístola I, cap. IV: 1).
Conhece-se a qualidade dos
Espíritos pelo que dizem. As palavras dos verdadeiramente bons e superiores são
sempre dignas, nobres, lógicas e isentas de contradição. Respiram sabedoria,
benevolência, modéstia e a moral mais pura; são concisas e não contêm
redundâncias. Nos Espíritos inferiores, ignorantes e orgulhosos, o vazio das
idéias é quase sempre compensado pela abundância de palavra. TODO PENSAMENTO
EVIDENTEMENTE FALSO, TODA MÁXIMA CONTRÁRIA À SÃ MORAL, TODO CONSELHO RIDÍCULO,
TODA EXPRESSÃO GROSSEIRA, TRIVIAL OU SIMPLESMENTE FRÍVOLA, TODO SINAL, DE
MALEVOLÊNCIA, DE PRESUNÇÃO OU DE ARROGÂNCIA, SÃO INCONTESTÁVEIS ÍNDICES DA
INFERIORIDADE DO ESPÍRITO.
Um dos característicos dos maus
Espíritos é a imposição. Dão ordens e desejam ser obedecidos. Os bons nunca se
impõem. Aconselham, e, quando não são ouvidos, retiram-se. Disto resulta que a
sensação produzida pêlos maus Espíritos é sempre penosa e fatigante, originando
uma espécie de mal-estar. Amiúde provocam uma agitação febril, movimentos
bruscos e desenfreados. Ao influxo dos bons Espíritos, pelo contrário, as
sensações são mansas e suaves e produzem um admirável bem-estar.
Por menos iniciado que se esteja
nos mistérios do mundo espiritual, sabe-se da facilidade com que certos
Espíritos se enfeitam com nomes de empréstimo, para dar autoridade às suas
palavras. E pode-se concluir, com certeza, que de duas comunicações
contraditórias e subscritas pelo mesmo nome respeitável, uma é necessariamente
apócrifa.
DOIS MEIOS HÁ QUE PODEM SERVIR PARA INDICAR A CORRETA ATITUDE NAS QUESTÕES DUVIDOSAS: O PRIMEIRO CONSISTE EM SUBMETER TODAS AS COMUNICAÇÕES AO EXAME SEVERO DA RAZÃO, DO BOM SENSO E DA LÓGICA: É A RECOMENDAÇÃO QUE FAZEM TODOS OS BONS ESPÍRITOS o que, cuidadosamente, evitam os mentirosos, pois sabem perfeitamente que o exame acurado viria fatalmente os prejudicar. Por isso evitam a discussão e querem ser acreditados sem objeção.
O segundo critério da verdade é a concordância do ensino. Quando um mesmo princípio é ensinado em lugares diferentes, por diferentes Espíritos e médiuns estranhos uns aos outros e que não estejam sob a mesma influência, pode-se concluir que é mais verdadeiro no que um outro que emana de uma só origem e é contraditado pela maioria. (O Livro dos Médiuns, cap. XXVII: Contradições e mistificações. - O Evangelho segundo o Espiritismo, introdução. Autoridade da Doutrina Espírita).
DOIS MEIOS HÁ QUE PODEM SERVIR PARA INDICAR A CORRETA ATITUDE NAS QUESTÕES DUVIDOSAS: O PRIMEIRO CONSISTE EM SUBMETER TODAS AS COMUNICAÇÕES AO EXAME SEVERO DA RAZÃO, DO BOM SENSO E DA LÓGICA: É A RECOMENDAÇÃO QUE FAZEM TODOS OS BONS ESPÍRITOS o que, cuidadosamente, evitam os mentirosos, pois sabem perfeitamente que o exame acurado viria fatalmente os prejudicar. Por isso evitam a discussão e querem ser acreditados sem objeção.
O segundo critério da verdade é a concordância do ensino. Quando um mesmo princípio é ensinado em lugares diferentes, por diferentes Espíritos e médiuns estranhos uns aos outros e que não estejam sob a mesma influência, pode-se concluir que é mais verdadeiro no que um outro que emana de uma só origem e é contraditado pela maioria. (O Livro dos Médiuns, cap. XXVII: Contradições e mistificações. - O Evangelho segundo o Espiritismo, introdução. Autoridade da Doutrina Espírita).
Allan Kardec
O que é o Espiritismo.
Wilson Moreno
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