quinta-feira, 27 de abril de 2017

Repetimos que este é o único meio, MAS É INFALÍVEL PORQUE NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA.



Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas que se levantaram no mundo. (João, Epístola I, cap. IV: 1).

O Espiritismo vem revelar outra categoria de falsos cristos e de falsos profetas, bem mais perigosa, e que não se encontra entre os homens, mas entre os desencarnados. É A DOS ESPÍRITOS ENGANADORES, HIPÓCRITAS, ORGULHOSOS E PSEUDO-SÁBIOS, QUE PASSARAM DA TERRA PARA A ERRATICIDADE, E SE DISFARÇAM COM NOMES VENERÁVEIS, PARA PROCURAR, ATRAVÉS DA MÁSCARA QUE USAM, TORNAR ACEITÁVEIS AS SUAS IDÉIAS, FREQÜENTEMENTE AS MAIS BIZARRAS E ABSURDAS. Antes que as relações mediúnicas fossem conhecidas, eles exerciam a sua ação de maneira menos ostensiva, pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, auditiva ou de incorporação. O número dos que, em diversas épocas, mas sobretudo nos últimos tempos, se apresentaram como alguns dos antigos profetas, como o Cristo, como Maria, sua mãe, e até mesmo como Deus, é considerável.

São João nos põe em guarda contra eles, quando adverte: "Meus bem-amados, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus; porque muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." O Espiritismo nos oferece os meios de experimentá-los, ao indicar as características pelas quais se reconhecem os bons Espíritos, características sempre morais e jamais materiais. (Ver O Livro dos Médiuns, Caps. 24 e segs.). É sobretudo ao discernimento dos bons e dos maus Espíritos, que podemos aplicar as palavras de Jesus: "Reconhece-se a árvore pelos seus frutos; uma boa árvore não pode dar maus frutos, e uma árvore má não pode dar bons frutos." Julgam-se os Espíritos pela qualidade de suas obras, como a árvore pela qualidade de seus frutos.

Submetendo-se todas as COMUNICAÇÕES A RIGOROSO EXAME, sondando e analisando suas idéias e expressões, como se faz ao julgar uma obra literária e rejeitando sem hesitação tudo o que for contrário à lógica e ao bom senso, tudo o que desmente o caráter do Espírito que se pensa estar manifestando, consegue-se desencorajar os Espíritos mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não podem nos enganar. Repetimos que este é o único meio, MAS É INFALÍVEL PORQUE NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA.
 Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles mesmos nos aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame. Somente os maus se melindram e procuram dissuadir-nos, porque têm tudo a perder. E por essa mesma atitude provam o que são.

Eis o conselho dado por São Luís a respeito:

"Por mais legítima confiança que vos inspirem os Espíritos dirigentes de vossos trabalhos, há uma recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente ao vos entregardes aos estudos: A DE PESAR E ANALISAR, SUBMETENDO AO MAIS RIGOROSO CONTROLE DA RAZÃO TODAS AS COMUNICAÇÕES QUE RECEBERDES; a de não negligenciar, desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, de pedir as explicações necessárias para formar a vossa opinião."

Reconhece-se a qualidade dos Espíritos por sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; anuncia a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a mais pura moral; é concisa e sem palavras inúteis. Entre os Espíritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos, o vazio das idéias, quase sempre, é compensado pela abundância das palavras. TODO PENSAMENTO EVIDENTEMENTE FALSO, TODA A MÁXIMA CONTRÁRIA À SÃ MORAL, TODO CONSELHO RIDÍCULO, TODA EXPRESSÃO GROSSEIRA, TRIVIAL OU SIMPLESMENTE FRÍVOLA, ENFIM, TODA MARCA DE MALEVOLÊNCIA, DE PRESUNÇÃO OU DE ARROGÂNCIA, SÃO SINAIS INCONTESTÁVEIS DE INFERIORIDADE EM UM ESPÍRITO.

Allan Kardec
O Livro dos Médiuns
O Evangelho seg Espiritismo

Wilson Moreno


Nenhum comentário:

Postar um comentário