sexta-feira, 28 de abril de 2017

O espírito encarna e desencarna em obediência às leis da evolução.



O espírito encarna e desencarna em obediência às leis da evolução.
Somos espíritos encarnados, neste alambique depurador, a Terra, em obediência às leis da evolução, e aqui temos estado milhares de vezes, encarnando e desencarnando.

Para os seres esclarecidos sobre a vida e as leis comuns, naturais e imutáveis que regem o universo, o corpo físico não passa de uma roupagem transitória, quase diríamos um cárcere, no qual o espírito se mantém prisioneiro durante cada passagem por este mundo. A vida real, a verdadeira vida, só a vivemos realmente quando desse cárcere nos libertamos e retornamos ao seio da verdadeira família, que é a espiritual, e ao encontro de velhos e queridos amigos de encarnações passadas.
Não pensamos, porém, na desencarnação, para a qual, entretanto, devemos estar sempre preparados.

A morte absolutamente não existe.
O espírito encarna e desencarna em obediência às leis da evolução. No planeta Terra há um curso evolutivo a fazer. É condição para ele avançar a planos mais elevados. Se formos relapsos e indiferentes com relação à encarnação, não passamos nas provas e somos forçados a repetir as matérias. De que modo? Encarnando de novo, até que o curso seja efetivamente terminado.
Quantas encarnações são perdidas pelo mau uso do livre-arbítrio, resultante da ignorância em que vivem os seres humanos com relação às coisas espirituais? Trinta, quarenta, cinqüenta ou mais encarnações, com sacrifício desnecessário. Se os seres humanos vivessem compenetrados da vantagem de se conduzirem bem, aproveitariam ao máximo cada encarnação.

Tornada imprestável a máquina (o corpo), o maquinista (o espírito) dela se desliga, rompendo os cordões fluídicos pelos quais lhe transmitia a energia, o calor e a vida. O corpo entra em decomposição, passando para o domínio das leis químicas, enquanto o espírito, apoiado em seu perispírito (corpo astral), que é dele inseparável, ou fica na atmosfera terrestre, se envolvido em fluidos materializados, como acontece com tantos, ou ascende ao plano espiritual a que pertence, se cumpriu os seus deveres na Terra e não se deixou empolgar pelas enganadoras seduções da vida material. Como vê, a morte de fato não existe, por ser o espírito eterno.
A evolução é infinita, e, pois, há sempre degraus a subir, por mais evoluído que seja o espírito.

A nossa verdadeira família é espiritual e não carnal. No espaço superior, não se cultivam inimizades nem ressentimentos por agravos acasos sofridos; neste mundo quem mal o faz, a si o faz — é a lei espiritual, imutável, como são todas essas leis. O véu da matéria impede que nos reconheçamos em vida física, aproximando, para reconciliação, o ofendido do ofensor.
É comum, sim, o espírito encarnar num mesmo lar, o avô ou bisavô muitas vezes vindo como filhos do neto ou bisneto, e assim sucessivamente.

Racionalismo Cristão



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