quinta-feira, 27 de abril de 2017

As orientações de Kardec sobre as crendices, superstições e misticismo. Vejamos o texto de Kardec.

As orientações de Kardec sobre as crendices, superstições e misticismo.
Vejamos o texto de Kardec.

Nenhum objeto, medalha ou talismã tem a propriedade de atrair ou de repelir os Espíritos. As coisas materiais não tem nenhum poder sobre eles. Jamais um bom Espírito aconselha essas práticas absurdas. A virtude dos talismãs nunca existiu, a não ser na imaginação das pessoas crédulas. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

Não há nenhuma fórmula sacramental para a evocação dos Espíritos. Quem pretendesse oferecer uma poderia ser justamente chamado de charlatão, porque para os Espíritos a forma nada é. Entretanto, a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus. (O Livro dos Médiuns, cap. XVII.)

Os Espíritos que marcam encontros em lugares lúgubres e a altas horas querem divertir-se à custa dos que lhes dão ouvido. É sempre inútil e freqüentemente perigoso atender a essas sugestões. Inútil porque nada se ganha em ser mistificado, e perigoso, não pelo mal que os Espíritos possam fazer, mas pela influência que isso pode ter sobre as pessoas de cérebro fraco (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

Não há dias nem horas que sejam mais propícios às evocações. Isso é completamente indiferente para os Espíritos, COMO TUDO O QUE É MATERIAL, E CRER NESSA INFLUÊNCIA SERIA SIMPLES SURPERSTIÇÃO. Os momentos mais favoráveis são aqueles em que o evocador pode estar menos preocupado com as suas ocupações habituais, ou em que o seu corpo e o seu Espírito se acham mais tranquilos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

Os Espíritos não podem levar ninguém à descoberta de tesouros. Os Espíritos superiores não se preocupam com essas coisas, mas os Espíritos brincalhões freqüentemente indicam tesouros inexistentes ou podem mostrá-los numa direção, quando se encontram na direção oposta. Isso, por sinal, tem a sua utilidade para mostrar que a verdadeira fortuna está no trabalho. Se a providência destina riquezas ocultas a alguém, este a encontrará naturalmente e não por meio dos Espíritos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXVI.)

A crítica malévola representa as comunicações espíritas cercadas de práticas ridículas e supersticiosas da magia e a necromancia.

Se os que falam do Espiritismo sem o conhecer se dessem ao trabalho de o estudar, poupariam muito gasto de imaginação e evitariam alegações que só servem para demonstrar a sua ignorância ou a sua má fé. Para esclarecimento das pessoas estranhas a esta ciência diremos que, PARA SE COMUNICAR COM OS ESPÍRITOS, NÃO HÁ DIAS NEM HORAS, NEM LUGARES MAIS PROPÍCIOS DO QUE OUTROS, PARA EVOCÁ-LOS NÃO HÁ NECESSIDADE DE FÓRMULAS NEM DE PALAVRAS SACRAMENTAIS OU CABALÍSTICAS. NENHUMA PREPARAÇÃO E NENHUMA INICIAÇÃO TAMBÉM SÃO NECESSÁRIAS. O EMPREGO DE QUALQUER SÍMBOLO OU OBJETO MATERIAL, SEJA PARA OS ATRAIR, SEJA PARA OS REPELIR, NÃO TEM NENHUM EFEITO, BASTANDO PARA ISTO O PENSAMENTO.

Enfim, os médiuns recebem as suas comunicações sem sairem do estado normal, tão simples e naturalmente como se elas fossem ditadas por uma pessoa viva. Só o charlatanismo poderia afetar maneiras excêntricas e acrescentar acessórios ridículos a esses momentos. (O que é o Espiritismo, cap. II, nº 49).

Allan Kardec

Wilson Moreno

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