quinta-feira, 27 de abril de 2017

Balthazar, o Espírito gastrônomo Revista espírita — Ano III — Novembro de 1860 de Allan Kardec



Balthazar, o Espírito gastrônomo
Revista espírita — Ano III — Novembro de 1860 de Allan Kardec

Os espíritos podem comer e beber???

Veja essa colocação de Kardec
Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. NÃO PODENDO COMER, UM ESPÍRITO MATERIAL E SENSUAL SE REPASTA DA EMANAÇÃO DOS ALIMENTOS; SABOREIA-OS PELO OLFATO, COMO EM VIDA O FAZIA PELO PALADAR.
Kardec fala claramente NÃO PODENDO COMER
Portanto Andre Luiz e outros espíritos que falam que os espíritos desencarnados podem comer e beber cometeu um grave erro, isso não existe isso é uma ilusão da vida terrena no qual eles estão ainda apegados.

Revista espírita — Ano III — Novembro de 1860
Conversas familiares de além-túmulo
Balthazar, o Espírito gastrônomo

1. Evocação.
Resp. – Meus amigos, eis-me ante uma grande mesa, mas, infelizmente, vazia!

2. Esta mesa está vazia, é verdade; mas quereis dizer-nos de que vos serviria se estivesse repleta de alimentos; o que você faria?
Resp. – Sentiria o seu aroma, como outrora lhes saboreava o gosto.

Observação – Esta resposta encerra todo um ensinamento. Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. NÃO PODENDO COMER, UM ESPÍRITO MATERIAL E SENSUAL SE REPASTA DA EMANAÇÃO DOS ALIMENTOS; SABOREIA-OS PELO OLFATO, COMO EM VIDA O FAZIA PELO PALADAR. Há, pois, algo de verdadeiramente material em seu prazer; porém, como há, na verdade, mais desejo do que realidade, este mesmo prazer, aguilhoando os desejos, torna-se um suplício para os Espíritos inferiores que ainda conservam as paixões humanas.

3. Falemos muito seriamente, peço-vos. Nosso propósito não é brincar, mas instruir-nos. Quereis, pois, responder com seriedade às nossas perguntas e, se for necessário, fazei-vos assistir por um Espírito mais esclarecido.

Tendes um corpo fluídico, nós o sabemos; mas dizei se, nesse corpo, há um estômago?

Resp. – Estômago fluídico também, onde só os aromas podem passar.

4. Quando vedes um prato apetitoso, sentis vontade de comer?

RESP. – AH! COMER! NÃO O POSSO MAIS; PARA MIM ESSAS IGUARIAS SÃO O QUE REPRESENTAM AS FLORES PARA VÓS: CHEIRAIS, MAS NÃO COMEIS. ISTO VOS CONTENTA. POIS BEM! FICO CONTENTE TAMBÉM.

5. SENTIS PRAZER VENDO OS OUTROS A COMER?
RESP. – MUITO, QUANDO ESTOU PERTO.

6. Sentis necessidade de comer e beber? Notai que dizemos necessidade; há pouco tínhamos dito desejo, o que não é exatamente a mesma coisa.
RESP. – NECESSIDADE, NÃO; MAS DESEJO, SIM. SEMPRE.

7. Esse desejo fica plenamente satisfeito pelo aroma que aspirais? É, para vós, como se realmente comêsseis?
Resp. – É como se vos perguntasse se a visão de um objeto, que desejais ardentemente, substitui a posse desse objeto.

8. Pareceria, conforme isso, que o desejo que experimentais deve ser um verdadeiro suplício, pois não há prazer real.
Resp. – Suplício bem maior do que imaginais; mas eu procuro atordoar-me, criando-me a ilusão.

BALTAZAR ESPÍRITO DESENCARNADO

Observação – Este Espírito é bem singular; faz parte dessa classe numerosa de seres invisíveis que não se elevaram em coisa alguma acima da condição de humanidade; só têm de menos o corpo material, mas as ideias são exatamente as mesmas. Este não é um mau Espírito; não tem contra si senão a sensualidade, que é, ao mesmo tempo, para ele, um suplício e um gozo. Como Espírito não é, pois, muito infeliz; é até feliz a seu modo. Mas sabe Deus o que o espera numa nova existência! Um triste retorno poderá fazê-lo refletir e desenvolver o senso moral, ainda abafado pela preponderância dos sentidos.

Allan Kardec

Vou realçar essas colocações importantíssimas

a) 4. Quando vedes um prato apetitoso, sentis vontade de comer?

RESP. – AH! COMER! NÃO O POSSO MAIS; PARA MIM ESSAS IGUARIAS SÃO O QUE REPRESENTAM AS FLORES PARA VÓS: CHEIRAIS, MAS NÃO COMEIS. ISTO VOS CONTENTA. POIS BEM! FICO CONTENTE TAMBÉM.

b) 6. Sentis necessidade de comer e beber? Notai que dizemos necessidade; há pouco tínhamos dito desejo, o que não é exatamente a mesma coisa.

RESP. – NECESSIDADE, NÃO; MAS DESEJO, SIM. SEMPRE.

c) Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. NÃO PODENDO COMER, UM ESPÍRITO MATERIAL E SENSUAL SE REPASTA DA EMANAÇÃO DOS ALIMENTOS; SABOREIA-OS PELO OLFATO, COMO EM VIDA O FAZIA PELO PALADAR.

Allan Kardec

Wilson Moreno na busca da verdade


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