TEXTOS PARA SEREM ESTUDADOS E
MEMORIZADOS.
Estudando as mistificações como
evitar esse mal que praticamente domina vários setores do Espiritismo no
Brasil.
Eu vou colocar 3 textos de Kardec
para ser analisado, estudado e memorizado.
Procurem memorizar esses textos
com muita seriedade.
1) Primeiro texto para ser
estudado e memorizado.
Não devemos julgar os Espíritos
pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo,
analisar suas palavras, PESÁ-LAS FRIAMENTE, MADURAMENTE E SEM PREVENÇÃO. TODA
FALTA DE LÓGICA, DE RAZÃO E DE PRUDÊNCIA NÃO PODE DEIXAR DÚVIDA QUANTO À SUA
ORIGEM, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.
Os Espíritos bons só dizem o que
sabem, calando-se ou confessando a sua ignorância sobre o que não sabem. Os
maus falam de tudo com segurança, sem se importar com a verdade. Toda heresia
científica notória, todo princípio que choque o bom senso revela a fraude, se o
Espírito se apresenta como esclarecido.
Submetendo-se todas as
comunicações A RIGOROSO EXAME, sondando e analisando suas idéias e expressões,
como se faz ao julgar uma obra literária e rejeitando sem hesitação tudo o que
for contrário à lógica e ao bom senso, tudo o que desmente o caráter do Espírito
que se pensa estar manifestando, consegue-se desencorajar os Espíritos
mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não
podem nos enganar. Repetimos que este é o único meio, mas é infalível porque
NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA.
Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles
mesmos nos aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame. Somente os
maus se melindram e procuram dissuadir-nos, porque têm tudo a perder. E por
essa mesma atitude provam o que são.
Eis o conselho dado por São Luís
a respeito:
"Por mais legítima confiança
que vos inspirem os Espíritos dirigentes de vossos trabalhos, há uma
recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente ao
vos entregardes aos estudos: A DE PESAR E ANALISAR, SUBMETENDO AO MAIS RIGOROSO
CONTROLE DA RAZÃO TODAS AS COMUNICAÇÕES QUE RECEBERDES; a de não negligenciar,
desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, de pedir as
explicações necessárias para formar a vossa opinião."
Allan Kardec
O Livro dos Médiuns cap 24
2) Segundo texto para ser
estudado e memorizado.
Revista Espírita ANO 2
- FEVEREIRO 1859 - Nº. 2 de Kardec
Se não quisermos ser vítimas de
Espíritos levianos, É NECESSÁRIO JULGÁ-LOS, E PARA ISSO TEMOS UM CRITÉRIO
INFALÍVEL: O BOM SENSO E A RAZÃO.
Sabemos que as qualidades de
linguagem, que caracterizam entre nós os homens realmente bons e superiores,
são as mesmas para os Espíritos. Devemos julgá-los por sua linguagem. Nunca
seria demais repetir o que a caracteriza nos Espíritos elevados: é
constantemente digna, nobre, sem basófia nem contradição, isenta de
trivialidades, marcada por um cunho de inalterável benevolência.
Os bons Espíritos aconselham; não
ordenam; não se impõem; calam-se naquilo que ignoram. Os Espíritos levianos
falam com a mesma segurança do que sabem e do que não sabem; a tudo respondem
sem se preocuparem com a verdade. Em mensagem supostamente séria,
vimo-los, com imperturbável audácia, colocar César no tempo de Alexandre;
outros afirmavam que não é a Terra que gira em redor do Sol.
Resumindo: toda expressão
grosseira ou apenas inconveniente, toda marca de orgulho e de presunção, toda
máxima contrária à sã moral, toda notória heresia científica é, nos Espíritos
como nos homens, inconteste sinal de natureza má, de ignorância ou, pelo menos,
de leviandade.
DE ONDE SE SEGUE QUE É NECESSÁRIO
PESAR TUDO QUANTO ELES DIZEM, PASSANDO-O PELO CRIVO DA LÓGICA E DO BOM SENSO.
Eis uma recomendação feita incessantemente pelos bons Espíritos. Dizem eles:
Deus não vos deu o raciocínio sem propósito. Servi-vos dele a fim de saber o
que estais fazendo. “Os maus Espíritos temem o exame. Dizem eles: Aceitai
nossas palavras e não as julgueis”. Se tivessem a consciência de estar com a
verdade, não temeriam a luz.
O HÁBITO DE PERSCRUTAR AS MENORES
PALAVRAS DOS ESPÍRITOS, DE LHES PESAR O VALOR – DO PONTO DE VISTA DO CONTEÚDO E
NÃO DA FORMA GRAMATICAL, COM QUE POUCO SE PREOCUPAM ELES – naturalmente afasta
os Espíritos mal intencionados, que não viriam então inutilmente perder o
tempo, de vez que rejeitamos tudo quanto é mau ou tem origem suspeita. Mas
quando aceitamos cegamente tudo quanto dizem, quando, por assim dizer, nos ajoelhamos
ante sua pretensa sabedoria, eles fazem o que fariam os homens, eles abusam de
nós.
Revista Espírita ANO 2
- FEVEREIRO 1859 - Nº. 2 de Kardec
3) Terceiro texto para ser
estudado e memorizado.
Os Espíritos levianos são ainda
reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com
precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem
fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas
jamais precisam as datas. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é
indício de mistificação.
Os Espíritos superiores se exprimem de maneira
simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia das idéias
e das expressões, claro, inteligível a todos, não exigindo esforço para a
compreensão. Eles possuem a arte de dizer muito em poucas palavras, porque cada
palavra tem o seu justo emprego. Os Espíritos inferiores ou pseudo-sábios
escondem sob frases empoladas o vazio das idéias. Sua linguagem é sempre
pretensiosa, ridícula ou ainda obscura, a pretexto de parecer profunda.
Os Espíritos bons jamais dão
ordens: não querem impor-se, apenas aconselham e se não forem ouvidos se
retiram. Os maus são autoritários, dão ordens, querem ser obedecidos e não se
afastam facilmente. Todo Espírito que se impõe trai a sua condição. São
exclusivistas e absolutos nas suas opiniões e pretendem possuir o privilégio da
verdade. Exigem a crença cega e nunca apelam para a razão, pois sabem que a
razão lhes tiraria a máscara.
Os Espíritos bons não fazem
lisonjas. Aprovam o bem que se faz, mas sempre de maneira prudente. Os maus
exageram nos elogios, excitam o orgulho e a vaidade, embora pregando a
humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles que desejam
conquistar.
Devemos desconfiar dos nomes bizarros
e ridículos usados por certos Espíritos que desejam impor-se à credulidade.
Seria extremamente absurdo tomar esses nomes a sério.
Devemos igualmente desconfiar dos
Espíritos que se apresentam com muita facilidade usando nomes bastante
venerados, e só com muita reserva aceitar o que dizem. Nesses casos, sobretudo,
é que um controle severo se torna indispensável. Porque é freqüentemente a
máscara que usam para levar-nos a crer em pretensas relações íntimas com
Espíritos excelsos. Dessa maneira eles lisonjeiam a vaidade do médium e se
aproveitam dela para o induzirem a atos lamentáveis e ridículos.
Allan Kardec
O Livro dos Médiuns cap 24
Wilson Moreno
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