terça-feira, 25 de abril de 2017

Existem pessoas que gostam de confundir o Espiritismo com magia, crendices, misticismo e superstições para tentar sujar a imagem moral do Espiritismo. O Espiritismo condena as praticas da magia, vejamos esse texto de Kardec.



Existem pessoas que gostam de confundir o Espiritismo com magia, crendices, misticismo e superstições para tentar sujar a imagem moral do Espiritismo.
O Espiritismo condena as praticas da magia, vejamos esse texto de Kardec.

As acusações da Igreja contra a prática das evocações não se aplicam ao Espiritismo, pois se referem principalmente às práticas da magia com as quais o Espiritismo nada tem de comum. O ESPIRITISMO CONDENA ESSAS PRÁTICAS DA MESMA FORMA QUE A IGREJA, não atribui nenhum papel indigno aos Espíritos bons e declara, por fim, nada pedir nem obter sem a permissão de Deus.
Pode haver sem dúvida pessoas que abusam das evocações, que brincam com elas, que as desviam do seu fim providencial para as submeter aos seus interesses pessoais, que, por ignorância, leviandade, orgulho ou cupidez se afastam dos verdadeiros princípios da doutrina. MAS O ESPIRITISMO AS DESAPROVA, COMO A VERDADEIRA RELIGIÃO DESAPROVA OS FALSOS DEVOTOS E OS EXCESSOS DO FANATISMO. Não é, pois, nem lógico nem justo imputar ao Espiritismo os abusos que ele condena ou as faltas daqueles que não o compreendem. Antes de formular uma acusação é necessário verificar se ela é justa.

Diremos, pois: a censura da Igreja cai sobre os charlatães, os exploradores, as práticas da magia e da feitiçaria. NESSE SENTIDO, ELA TEM RAZÃO. QUANDO A CRÍTICA RELIGIOSA CASTIGA OS ABUSOS E ESTIGMATIZA O CHARLATANISMO, NA VERDADE FAZ MELHOR RESSALTAR A PUREZA DA VERDADEIRA DOUTRINA QUE, ASSIM AJUDA A SE DESEMBARAÇAR DAS ESCÓRIAS PREJUDICIAIS. Com isso, ela facilita a nossa tarefa. Seu erro está em confundir o bem e o mal, na maioria das vezes por ignorância, e em algumas por má fé. Mas a distinção que nesses casos ela deixa de fazer, outros a fazem. De qualquer maneira, essa censura, à qual todo espírita sincero se associa, desde que aplicada ao mal, não pode atingir a doutrina.

Estendemo-nos nestas citações para mostrar que os princípios do Espiritismo não têm nenhuma relação com a magia. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens, nada de meios para constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas, nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prodígios, de adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia. O ESPIRITISMO NÃO SOMENTE DESAPROVA TODAS ESSAS COISAS, COMO DEMONSTRA O ABSURDO DA SUA PRÁTICA E A SUA INEFICÁCIA. NÃO HÁ, POIS, NENHUMA ANALOGIA ENTRE O FIM E OS MEIOS DA MAGIA E OS DO ESPIRITISMO. Querer assimilá-los só pode ser obra de ignorância ou de má-fé. E como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a respeito poderia prevalecer.

NENHUM OBJETO, MEDALHA OU TALISMÃ TEM A PROPRIEDADE DE ATRAIR OU DE REPELIR OS ESPÍRITOS. AS COISAS MATERIAIS NÃO TEM NENHUM PODER SOBRE ELES. JAMAIS UM BOM ESPÍRITO ACONSELHA ESSAS PRÁTICAS ABSURDAS. A VIRTUDE DOS TALISMÃS NUNCA EXISTIU, A NÃO SER NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

Allan Kardec
O Céu e o Inferno Capítulo X
Intervenção dos Demônios nas Manifestações Modernas

Wilson Moreno


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