Existem pessoas que gostam de
confundir o Espiritismo com magia, crendices, misticismo e superstições para
tentar sujar a imagem moral do Espiritismo.
O Espiritismo condena as praticas
da magia, vejamos esse texto de Kardec.
As acusações da Igreja contra a
prática das evocações não se aplicam ao Espiritismo, pois se referem
principalmente às práticas da magia com as quais o Espiritismo nada tem de
comum. O ESPIRITISMO CONDENA ESSAS PRÁTICAS DA MESMA FORMA QUE A IGREJA, não atribui
nenhum papel indigno aos Espíritos bons e declara, por fim, nada pedir nem
obter sem a permissão de Deus.
Pode haver sem dúvida pessoas que
abusam das evocações, que brincam com elas, que as desviam do seu fim
providencial para as submeter aos seus interesses pessoais, que, por
ignorância, leviandade, orgulho ou cupidez se afastam dos verdadeiros
princípios da doutrina. MAS O ESPIRITISMO AS DESAPROVA, COMO A VERDADEIRA
RELIGIÃO DESAPROVA OS FALSOS DEVOTOS E OS EXCESSOS DO FANATISMO. Não é, pois,
nem lógico nem justo imputar ao Espiritismo os abusos que ele condena ou as
faltas daqueles que não o compreendem. Antes de formular uma acusação é
necessário verificar se ela é justa.
Diremos, pois: a censura da
Igreja cai sobre os charlatães, os exploradores, as práticas da magia e da
feitiçaria. NESSE SENTIDO, ELA TEM RAZÃO. QUANDO A CRÍTICA RELIGIOSA CASTIGA OS
ABUSOS E ESTIGMATIZA O CHARLATANISMO, NA VERDADE FAZ MELHOR RESSALTAR A PUREZA
DA VERDADEIRA DOUTRINA QUE, ASSIM AJUDA A SE DESEMBARAÇAR DAS ESCÓRIAS
PREJUDICIAIS. Com isso, ela facilita a nossa tarefa. Seu erro está em confundir
o bem e o mal, na maioria das vezes por ignorância, e em algumas por má fé. Mas
a distinção que nesses casos ela deixa de fazer, outros a fazem. De qualquer
maneira, essa censura, à qual todo espírita sincero se associa, desde que
aplicada ao mal, não pode atingir a doutrina.
Estendemo-nos nestas citações
para mostrar que os princípios do Espiritismo não têm nenhuma relação com a
magia. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens, nada de meios para
constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas, nada de descobertas de
tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prodígios, de
adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada do que constitui o fim e
os elementos essenciais da magia. O ESPIRITISMO NÃO SOMENTE DESAPROVA TODAS
ESSAS COISAS, COMO DEMONSTRA O ABSURDO DA SUA PRÁTICA E A SUA INEFICÁCIA. NÃO
HÁ, POIS, NENHUMA ANALOGIA ENTRE O FIM E OS MEIOS DA MAGIA E OS DO ESPIRITISMO.
Querer assimilá-los só pode ser obra de ignorância ou de má-fé. E como os
princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos
claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a respeito poderia
prevalecer.
NENHUM OBJETO, MEDALHA OU TALISMÃ
TEM A PROPRIEDADE DE ATRAIR OU DE REPELIR OS ESPÍRITOS. AS COISAS MATERIAIS NÃO
TEM NENHUM PODER SOBRE ELES. JAMAIS UM BOM ESPÍRITO ACONSELHA ESSAS PRÁTICAS
ABSURDAS. A VIRTUDE DOS TALISMÃS NUNCA EXISTIU, A NÃO SER NA IMAGINAÇÃO DAS
PESSOAS CRÉDULAS. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
Allan Kardec
O Céu e o Inferno Capítulo X
Intervenção dos Demônios nas
Manifestações Modernas
Wilson Moreno
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