sábado, 22 de abril de 2017

O ESPIRITISMO E A MAGIA vejamos as observações de Kardec sobre essas questões.



O ESPIRITISMO E A MAGIA vejamos as observações de Kardec sobre essas questões.

OS PRINCÍPIOS DO ESPIRITISMO NÃO TÊM NENHUMA RELAÇÃO COM A MAGIA. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens, nada de meios para constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas, nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prodígios, de adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia. O Espiritismo não somente desaprova todas essas coisas, como demonstra o absurdo da sua prática e a sua ineficácia. NÃO HÁ, POIS, NENHUMA ANALOGIA ENTRE O FIM E OS MEIOS DA MAGIA E OS DO ESPIRITISMO. QUERER ASSIMILÁ-LOS SÓ PODE SER OBRA DE IGNORÂNCIA OU DE MÁ-FÉ. E como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a respeito poderia prevalecer.

Quem viu práticas de magia nas evocações espíritas? Houve um tempo em que se podia crer na sua eficácia, MAS HOJE ELAS SE TORNARAM RIDÍCULAS. NINGUÉM MAIS CRÊ NESSAS COISAS E O ESPIRITISMO AS CONDENA. Na época em que a magia florescia tinha-se apenas uma idéia muito imperfeita sobre a natureza dos Espíritos, que se consideravam como seres dotados de poder sobre-humano. Eram evocados para obter-se, mesmo que ao preço da própria alma, os favores da sorte e da fortuna, a descoberta de tesouros, a revelação do futuro ou os filtros. A magia, com a ajuda de seus símbolos, fórmulas e práticas cabalísticas, era considerada capaz de revelar pretensos segredos para realizar prodígios, constranger os Espíritos a se submeterem às ordens dos homens e satisfazerem os seus desejos.

Nenhum objeto, medalha ou talismã tem a propriedade de atrair ou de repelir os Espíritos. As coisas materiais não tem nenhum poder sobre eles. Jamais um bom Espírito aconselha essas práticas absurdas. A virtude dos talismãs nunca existiu, a não ser na imaginação das pessoas crédulas. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

NÃO HÁ NENHUMA FÓRMULA SACRAMENTAL PARA A EVOCAÇÃO DOS ESPÍRITOS. Quem pretendesse oferecer uma poderia ser justamente chamado de charlatão, porque para os Espíritos a forma nada é. Entretanto, a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus. (O Livro dos Médiuns, cap. XVII.)

OS ESPÍRITOS QUE MARCAM ENCONTROS EM LUGARES LÚGUBRES E A ALTAS HORAS QUEREM DIVERTIR-SE À CUSTA DOS QUE LHES DÃO OUVIDO. É sempre inútil e freqüentemente perigoso atender a essas sugestões. Inútil porque nada se ganha em ser mistificado, e perigoso, não pelo mal que os Espíritos possam fazer, mas pela influência que isso pode ter sobre as pessoas de cérebro fraco (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

Os Espíritos não podem levar ninguém à descoberta de tesouros. Os Espíritos superiores não se preocupam com essas coisas, mas os Espíritos brincalhões freqüentemente indicam tesouros inexistentes ou podem mostrá-los numa direção, quando se encontram na direção oposta. Isso, por sinal, tem a sua utilidade para mostrar que a verdadeira fortuna está no trabalho. Se a providência destina riquezas ocultas a alguém, este a encontrará naturalmente e não por meio dos Espíritos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXVI.)

O Céu e o Inferno  Capítulo X
Intervenção dos Demônios nas Manifestações Modernas
Allan Kardec

Wilson Moreno

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