Não podemos acreditar em qualquer
espírito desencarnado que se comunica, temos que passar toda mensagem dos
espíritos pelo crivo da razão e da lógica como orienta Kardec em seus livros.
VEJAMOS ESSA COLOCAÇÃO DE KARDEC.
Procurem memorizar esse texto.
Submetendo-se todas as
comunicações A RIGOROSO EXAME, SONDANDO E ANALISANDO SUAS IDÉIAS E EXPRESSÕES,
como se faz ao julgar uma obra literária e REJEITANDO SEM HESITAÇÃO TUDO O QUE
FOR CONTRÁRIO À LÓGICA E AO BOM SENSO, tudo o que desmente o caráter do
Espírito que se pensa estar manifestando, consegue-se desencorajar os Espíritos
mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não
podem nos enganar.
REPETIMOS QUE ESTE É O ÚNICO
MEIO, MAS É INFALÍVEL PORQUE NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA
CRÍTICA RIGOROSA. Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles mesmos nos
aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame. Somente os maus se
melindram e procuram dissuadir-nos, porque têm tudo a perder. E por essa mesma
atitude provam o que são.
Eis o conselho dado por São Luís
a respeito:
"Por mais legítima confiança
que vos inspirem os Espíritos dirigentes de vossos trabalhos, há uma
recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente ao
vos entregardes aos estudos: a de pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso
controle da razão todas as comunicações que receberdes; a de não negligenciar,
desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, de pedir as explicações
necessárias para formar a vossa opinião."
Não devemos julgar os Espíritos
pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo,
analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. TODA
FALTA DE LÓGICA, DE RAZÃO E DE PRUDÊNCIA NÃO PODE DEIXAR DÚVIDA QUANTO À SUA
ORIGEM, QUALQUER QUE SEJA O NOME DE QUE O ESPÍRITO SE ENFEITE.
Os Espíritos bons só dizem o que
sabem, calando-se ou confessando a sua ignorância sobre o que não sabem. Os
maus falam de tudo com segurança, sem se importar com a verdade. TODA HERESIA
CIENTÍFICA NOTÓRIA, TODO PRINCÍPIO QUE CHOQUE O BOM SENSO REVELA A FRAUDE, SE O
ESPÍRITO SE APRESENTA COMO ESCLARECIDO.
Os Espíritos bons jamais dão
ordens: não querem impor-se, apenas aconselham e se não forem ouvidos se
retiram. Os maus são autoritários, dão ordens, querem ser obedecidos e não se
afastam facilmente. Todo Espírito que se impõe trai a sua condição. São
exclusivistas e absolutos nas suas opiniões e pretendem possuir o privilégio da
verdade. Exigem a crença cega e nunca apelam para a razão, pois sabem que a
razão lhes tiraria a máscara.
Devemos igualmente desconfiar dos
Espíritos que se apresentam com muita facilidade usando nomes bastante
venerados, e só com muita reserva aceitar o que dizem. Nesses casos, sobretudo,
é que um controle severo se torna indispensável. Porque é freqüentemente a
máscara que usam para levar-nos a crer em pretensas relações íntimas com
Espíritos excelsos. Dessa maneira eles lisonjeiam a vaidade do médium e se aproveitam
dela para o induzirem a atos lamentáveis e ridículos.
Os Espíritos levianos são ainda
reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com
precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem
fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas
jamais precisam as datas. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é
indício de mistificação.
A linguagem dos Espíritos
superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de
trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam,
não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A
linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares é sempre algum reflexo das
paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência,
arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade.
E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e
venerado.
Allan Kardec
O Livro dos Médiuns cap 24 item
266
Wilson Moreno
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