Balthazar, o Espírito gastrônomo
Revista espírita — Ano III —
Novembro de 1860 de Allan Kardec
Os espíritos podem comer e
beber???
Veja essa colocação de Kardec
Sabemos que os Espíritos têm as
nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. NÃO PODENDO
COMER, UM ESPÍRITO MATERIAL E SENSUAL SE REPASTA DA EMANAÇÃO DOS ALIMENTOS;
SABOREIA-OS PELO OLFATO, COMO EM VIDA O FAZIA PELO PALADAR.
Kardec fala claramente NÃO
PODENDO COMER
Portanto Andre Luiz e outros
espíritos que falam que os espíritos desencarnados podem comer e beber cometeu
um grave erro, isso não existe isso é uma ilusão da vida terrena no qual eles
estão ainda apegados.
Revista espírita — Ano III —
Novembro de 1860
Conversas familiares de
além-túmulo
Balthazar, o Espírito gastrônomo
1. Evocação.
Resp. – Meus amigos, eis-me ante
uma grande mesa, mas, infelizmente, vazia!
2. Esta mesa
está vazia, é verdade; mas quereis dizer-nos de que vos serviria se estivesse
repleta de alimentos; o que você faria?
Resp. – Sentiria o seu aroma,
como outrora lhes saboreava o gosto.
Observação –
Esta resposta encerra todo um ensinamento. Sabemos que os Espíritos têm as
nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. NÃO PODENDO
COMER, UM ESPÍRITO MATERIAL E SENSUAL SE REPASTA DA EMANAÇÃO DOS ALIMENTOS;
SABOREIA-OS PELO OLFATO, COMO EM VIDA O FAZIA PELO PALADAR. Há, pois, algo de
verdadeiramente material em seu prazer; porém, como há, na verdade, mais desejo
do que realidade, este mesmo prazer, aguilhoando os desejos, torna-se um
suplício para os Espíritos inferiores que ainda conservam as paixões humanas.
3. Falemos
muito seriamente, peço-vos. Nosso propósito não é brincar, mas instruir-nos.
Quereis, pois, responder com seriedade às nossas perguntas e, se for
necessário, fazei-vos assistir por um Espírito mais esclarecido.
Tendes um corpo fluídico, nós o
sabemos; mas dizei se, nesse corpo, há um estômago?
Resp. – Estômago fluídico também,
onde só os aromas podem passar.
RESP. – AH! COMER! NÃO O POSSO
MAIS; PARA MIM ESSAS IGUARIAS SÃO O QUE REPRESENTAM AS FLORES PARA VÓS:
CHEIRAIS, MAS NÃO COMEIS. ISTO VOS CONTENTA. POIS BEM! FICO CONTENTE TAMBÉM.
RESP. – MUITO, QUANDO ESTOU
PERTO.
6. Sentis necessidade
de comer e beber? Notai que dizemos necessidade; há pouco tínhamos dito desejo,
o que não é exatamente a mesma coisa.
RESP. – NECESSIDADE, NÃO; MAS
DESEJO, SIM. SEMPRE.
7. Esse
desejo fica plenamente satisfeito pelo aroma que aspirais? É, para vós, como se
realmente comêsseis?
Resp. – É como se vos perguntasse
se a visão de um objeto, que desejais ardentemente, substitui a posse desse
objeto.
8.
Pareceria, conforme isso, que o desejo que experimentais deve ser um verdadeiro
suplício, pois não há prazer real.
Resp. – Suplício bem maior do que
imaginais; mas eu procuro atordoar-me, criando-me a ilusão.
BALTAZAR ESPÍRITO DESENCARNADO
Observação – Este Espírito é bem
singular; faz parte dessa classe numerosa de seres invisíveis que não se
elevaram em coisa alguma acima da condição de humanidade; só têm de menos o
corpo material, mas as ideias são exatamente as mesmas. Este não é um mau
Espírito; não tem contra si senão a sensualidade, que é, ao mesmo tempo, para
ele, um suplício e um gozo. Como Espírito não é, pois, muito infeliz; é até
feliz a seu modo. Mas sabe Deus o que o espera numa nova existência! Um triste
retorno poderá fazê-lo refletir e desenvolver o senso moral, ainda abafado pela
preponderância dos sentidos.
Allan Kardec
Vou realçar essas colocações
importantíssimas
a) 4. Quando vedes um prato apetitoso, sentis
vontade de comer?
RESP. – AH! COMER! NÃO O POSSO
MAIS; PARA MIM ESSAS IGUARIAS SÃO O QUE REPRESENTAM AS FLORES PARA VÓS:
CHEIRAIS, MAS NÃO COMEIS. ISTO VOS CONTENTA. POIS BEM! FICO CONTENTE TAMBÉM.
b) 6. Sentis necessidade de comer
e beber? Notai que dizemos necessidade; há pouco tínhamos dito desejo, o que
não é exatamente a mesma coisa.
RESP. – NECESSIDADE, NÃO; MAS
DESEJO, SIM. SEMPRE.
c) Sabemos que os Espíritos têm
as nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. NÃO PODENDO
COMER, UM ESPÍRITO MATERIAL E SENSUAL SE REPASTA DA EMANAÇÃO DOS ALIMENTOS;
SABOREIA-OS PELO OLFATO, COMO EM VIDA O FAZIA PELO PALADAR.
Allan Kardec
Wilson Moreno na busca da verdade
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