quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Espiritismo e a Magia vejamos as Orientações Doutrinarias de Kardec sobre essa questão que é muito importante.



O Espiritismo e a Magia vejamos as Orientações Doutrinarias de Kardec sobre essa questão que é muito importante.

As acusações da Igreja contra a prática das evocações não se aplicam ao Espiritismo, pois se referem principalmente às práticas da magia com as quais o Espiritismo nada tem de comum. O ESPIRITISMO CONDENA ESSAS PRÁTICAS DA MESMA FORMA QUE A IGREJA, não atribui nenhum papel indigno aos Espíritos bons e declara, por fim, nada pedir nem obter sem a permissão de Deus.

Pode haver sem dúvida pessoas que abusam das evocações, que brincam com elas, que as desviam do seu fim providencial para as submeter aos seus interesses pessoais, que, por ignorância, leviandade, orgulho ou cupidez se afastam dos verdadeiros princípios da doutrina. Mas o Espiritismo as desaprova, como a verdadeira religião desaprova os falsos devotos e os excessos do fanatismo. Não é, pois, nem lógico nem justo imputar AO ESPIRITISMO OS ABUSOS QUE ELE CONDENA ou as faltas daqueles que não o compreendem. Antes de formular uma acusação é necessário verificar se ela é justa.

OS PRINCÍPIOS DO ESPIRITISMO NÃO TÊM NENHUMA RELAÇÃO COM A MAGIA. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens, nada de meios para constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas, nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prodígios, de adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia.

O ESPIRITISMO NÃO SOMENTE DESAPROVA TODAS ESSAS COISAS, COMO DEMONSTRA O ABSURDO DA SUA PRÁTICA E A SUA INEFICÁCIA. Não há, pois, nenhuma analogia entre o fim e os meios da magia e os do Espiritismo. Querer assimilá-los só pode ser obra de ignorância ou de má-fé. E como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a respeito poderia prevalecer.

A crítica malévola representa as comunicações espíritas cercadas de práticas ridículas e supersticiosas da magia e a necromancia.

Se os que falam do Espiritismo sem o conhecer se dessem ao trabalho de o estudar, poupariam muito gasto de imaginação e evitariam alegações que só servem para demonstrar a sua ignorância ou a sua má fé. PARA ESCLARECIMENTO DAS PESSOAS ESTRANHAS A ESTA CIÊNCIA DIREMOS QUE, PARA SE COMUNICAR COM OS ESPÍRITOS, NÃO HÁ DIAS NEM HORAS, NEM LUGARES MAIS PROPÍCIOS DO QUE OUTROS, PARA EVOCÁ-LOS NÃO HÁ NECESSIDADE DE FÓRMULAS NEM DE PALAVRAS SACRAMENTAIS OU CABALÍSTICAS. NENHUMA PREPARAÇÃO E NENHUMA INICIAÇÃO TAMBÉM SÃO NECESSÁRIAS. O EMPREGO DE QUALQUER SÍMBOLO OU OBJETO MATERIAL, SEJA PARA OS ATRAIR, SEJA PARA OS REPELIR, NÃO TEM NENHUM EFEITO, BASTANDO PARA ISTO O PENSAMENTO. Enfim, os médiuns recebem as suas comunicações sem sairem do estado normal, tão simples e naturalmente como se elas fossem ditadas por uma pessoa viva. Só o charlatanismo poderia afetar maneiras excêntricas e acrescentar acessórios ridículos a esses momentos. (O que é o Espiritismo, cap. II, nº 49).

Allan Kardec
O Céu e o Inferno cap x

Wilson Moreno





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