terça-feira, 2 de maio de 2017

Mediunidade e sua Aplicação Teórica e Pratica.



Mediunidade e sua Aplicação Teórica e Pratica.

Como podemos saber se um espírito é elevado ou atrasado????
Como podemos saber se um espírito fala a verdade ou mentiras???
Como podemos saber se um espírito é bom ou mal???
Vejamos com muita atenção esse texto de Kardec.

Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas SONDAR-LHES O ÍNTIMO, ANALISAR SUAS PALAVRAS, PESÁ-LAS FRIAMENTE, MADURAMENTE E SEM PREVENÇÃO. TODA FALTA DE LÓGICA, DE RAZÃO E DE PRUDÊNCIA não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.
Os Espíritos bons só dizem o que sabem, calando-se ou confessando a sua ignorância sobre o que não sabem. Os maus falam de tudo com segurança, sem se importar com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom senso revela a fraude, se o Espírito se apresenta como esclarecido.

OS ESPÍRITOS LEVIANOS SÃO AINDA RECONHECIDOS PELA FACILIDADE COM QUE PREDIZEM O FUTURO e se referem com precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas jamais precisam as datas. TODO ANÚNCIO DE ACONTECIMENTO PARA UMA ÉPOCA CERTA É INDÍCIO DE MISTIFICAÇÃO.

Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia das idéias e das expressões, claro, inteligível a todos, não exigindo esforço para a compreensão. Eles possuem a arte de dizer muito em poucas palavras, porque cada palavra tem o seu justo emprego. Os Espíritos inferiores ou pseudo-sábios escondem sob frases empoladas o vazio das idéias. Sua linguagem é sempre pretensiosa, ridícula ou ainda obscura, a pretexto de parecer profunda.

OS ESPÍRITOS BONS JAMAIS DÃO ORDENS: NÃO QUEREM IMPOR-SE, APENAS ACONSELHAM E SE NÃO FOREM OUVIDOS SE RETIRAM. OS MAUS SÃO AUTORITÁRIOS, DÃO ORDENS, QUEREM SER OBEDECIDOS E NÃO SE AFASTAM FACILMENTE. Todo Espírito que se impõe trai a sua condição. São exclusivistas e absolutos nas suas opiniões e pretendem possuir o privilégio da verdade. Exigem a crença cega e nunca apelam para a razão, pois sabem que a razão lhes tiraria a máscara.

Os Espíritos bons não fazem lisonjas. Aprovam o bem que se faz, mas sempre de maneira prudente. Os maus exageram nos elogios, excitam o orgulho e a vaidade, embora pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles que desejam conquistar.

Devemos desconfiar dos nomes bizarros e ridículos usados por certos Espíritos que desejam impor-se à credulidade. Seria extremamente absurdo tomar esses nomes a sério.

DEVEMOS IGUALMENTE DESCONFIAR DOS ESPÍRITOS QUE SE APRESENTAM COM MUITA FACILIDADE USANDO NOMES BASTANTE VENERADOS, E SÓ COM MUITA RESERVA ACEITAR O QUE DIZEM. Nesses casos, sobretudo, é que um controle severo se torna indispensável. Porque é freqüentemente a máscara que usam para levar-nos a crer em pretensas relações íntimas com Espíritos excelsos. Dessa maneira eles lisonjeiam a vaidade do médium e se aproveitam dela para o induzirem a atos lamentáveis e ridículos.

OS ESPÍRITOS BONS SÓ DÃO CONSELHOS PERFEITAMENTE RACIONAIS. TODA RECOMENDAÇÃO QUE SE AFASTE DA LINHA RETA DO BOM SENSO OU DAS LEIS IMUTÁVEIS DA NATUREZA ACUSA A PRESENÇA DE UM ESPÍRITO ESTREITO E PORTANTO POUCO DIGNO DE CONFIANÇA.

Os Espíritos maus ou simplesmente imperfeitos ainda se revelam por sinais materiais que a ninguém poderão enganar. A ação que exercem sobre o médium é às vezes violenta, provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva que contrasta com a calma e a suavidade dos Espíritos bons.

Allan Kardec
O Livro dos Médiuns cap 24

Wilson Moreno




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