segunda-feira, 8 de maio de 2017

Importante texto de Kardec sobre os anjos e os demônios.



Importante texto de Kardec sobre os anjos e os demônios.
Vejamos o texto.

Segundo o Espiritismo, nem os anjos nem os demônios são seres à parte: A CRIAÇÃO DOS SERES INTELIGENTES É UNA. Ligados a corpos materiais, esses seres constituem a humanidade que povoa a Terra e os outros planetas habitados; sem esses corpos, constitui o mundo espiritual ou dos Espíritos, que povoam os espaços. Deus os criou perfectíveis, dando-lhes por objetivo a perfeição com uma conseqüente felicidade, mas não lhes deu a perfeição. Deus quiz que eles devessem a perfeição ao seu esforço pessoal, a fim de que tivessem o seu próprio mérito. Desde o instante da sua formação eles começam a progredir, seja através da encarnação, seja no estado espiritual. CHEGADOS AO APOGEU, TORNAM-SE ESPÍRITOS PUROS OU ANJOS, SEGUNDO A DENOMINAÇÃO VULGAR. DESSA MANEIRA, DESDE O EMBRIÃO DO SER INTELIGENTE ATÉ O ANJO, HÁ UMA CADEIA CONTÍNUA EM QUE CADA ELO REPRESENTA UM GRAU DE PROGRESSO.

Disso resulta que existem espíritos em todos os graus de adiantamento moral e intelectual, segundo os quais eles se encontram no alto, em baixo ou no meio da escala. Há espíritos, portanto, em todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade. Nas camadas inferiores há os que são ainda profundamente inclinados ao mal e nele se comprazem. Podem chamá-los demônios, se o quizerem porque são capazes de todas as maldades atribuídas a estes. Se o Espiritismo não lhes dá esse nome é para não ligá-los à idéia de seres distintos da humanidade, de uma natureza essencialmente perversa, destinada eternamente ao mal e incapazes de progredir para o bem.

Segundo a doutrina da Igreja, os demônios foram criados bons e se tornaram maus por sua desobediência: são os anjos decaídos, que tentaram colocar-se em lugar de Deus no alto da escala e dela caíram. Segundo o Espiritismo, são espíritos imperfeitos mas que terão de melhorar-se; encontram-se ainda embaixo da escala, mas subirão.
Os que, por sua apatia, sua negligência, sua obstinação e má vontade permanecem por mais tempo nos planos inferiores, sofrem as conseqüências dessa situação e o hábito do mal lhes torna mais difícil sairem dali. Mas chega o tempo em que se cansam dessa existência penosa e dos sofrimentos que nela enfrentam. É então que, comparando sua situação à dos bons Espíritos, compreendem que o seu interesse está na prática do bem e procuram melhorar-se. Mas o fazem de sua própria vontade, sem serem constrangidos a isso.

Eles estão submetidos à lei do progresso em virtude da sua própria aptidão para progredir, mas não podem progredir contra a sua própria vontade. Deus lhes concede incessantemente os meios de progredir, mas eles são livres de os aproveitar ou não. Se o progresso fosse obrigatório, eles não teriam mérito algum, e Deus quer que eles tenham o mérito de seus esforços. Ele não eleva ninguém por meio de privilégio, mas o primeiro lugar está sempre aberto a todos e ninguém chega a ele sem os próprios esforços. Os anjos mais elevados conquistaram o seu grau como os outros, passando pela rota comum.

Allan Kardec
O Céu e o Inferno Capítulo IX  item 20 e 21

Wilson Moreno

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