quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Kardec explica a Lei de sintonia dos pensamentos


Kardec explica a Lei de sintonia dos pensamentos
O PENSAMENTO É O LAÇO QUE NOS UNE AOS ESPÍRITOS, E PELO PENSAMENTO ATRAÍMOS OS QUE SIMPATIZAM COM AS NOSSAS IDÉIAS E INCLINAÇÕES.
Revista Espírita ANO 2 - FEVEREIRO 1859 - Nº. 2 de Kardec

O provérbio \"QUEM SE PARECE SE REÚNE\" TEM SUA APLICAÇÃO ENTRE OS ESPÍRITOS, COMO ENTRE NÓS; e mais ainda entre eles, se possível, porque não estão, como nós, sob a influência das considerações sociais. Contudo, se entre nós essas considerações algumas vezes confundem homens de costumes e gostos muito diversos, tal confusão, de certo modo, é apenas material e transitória: A SIMILITUDE OU A DIVERGÊNCIA DE PENSAMENTOS SERÁ SEMPRE A CAUSA DAS ATRAÇÕES E REPULSÕES.

Nossa alma, que afinal de contas não é mais que um Espírito encarnado, não deixa por isso de ser um Espírito. Se se revestiu momentaneamente de um envoltório material, suas relações com o mundo incorpóreo, embora menos fáceis do que quando no estado de liberdade, nem por isto são interrompidas de modo absoluto; O PENSAMENTO É O LAÇO QUE NOS UNE AOS ESPÍRITOS, E PELO PENSAMENTO ATRAÍMOS OS QUE SIMPATIZAM COM AS NOSSAS IDÉIAS E INCLINAÇÕES. Representamos, pois, a massa de Espíritos que nos envolvem como a multidão que encontramos no mundo; para onde preferirmos ir, encontraremos homens atraídos pelos mesmos gostos e pelos mesmos desejos; às reuniões que tem objetivo sério vão homens sérios; às que são frívolas, vão os frívolos.

POR TODA PARTE ENCONTRAM-SE ESPÍRITOS ATRAÍDOS PELO PENSAMENTO DOMINANTE. Se lançarmos um olhar sobre o estado moral da Humanidade em geral, compreenderemos sem dificuldade que nessa multidão oculta os Espíritos elevados não devem constituir a maioria. É uma conseqüência do estado de inferioridade do nosso globo.

Os Espíritos que nos cercam não são passivos: formam uma população essencialmente inquieta, que pensa e age sem cessar, que nos influencia, malgrado nosso, que nos deita e nos dissuade, que nos impulsiona para o bem ou para o mal, o que não nos tira o livre arbítrio mais do que os bons ou maus conselhos que recebemos de nossos semelhantes. Entretanto, QUANDO OS ESPÍRITOS IMPERFEITOS SOLICITAM ALGUÉM A FAZER UMA COISA MÁ, SABEM MUITO BEM A QUEM SE DIRIGEM E NÃO VÃO PERDER O TEMPO ONDE VÊEM QUE SERÃO MAL RECEBIDOS; ELES NOS EXCITAM CONFORME AS NOSSAS INCLINAÇÕES OU CONFORME OS GERMENS QUE EM NÓS VÊEM E SEGUNDO AS NOSSAS DISPOSIÇÕES PARA OS ESCUTAR. EIS POR QUE O HOMEM FIRME NOS PRINCÍPIOS DO BEM NÃO LHES DÁ OPORTUNIDADE.

Allan Kardec

Revista Espirita ANO 2 - FEVEREIRO 1859 - Nº. 2 de Kardec

Wilson Moreno

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